domingo, 25 de setembro de 2011

Sobre confiança em Deus...

Durante esta semana venho lendo um livro bastante interessante, chamado "Por que Você Não Quer Mais Ir À Igreja?".
Na ocasião em que o livro me fora emprestado eu ia regularmente às reuniões.
Era fim da estação quente.
Não me interessei nem um pouquinho pela leitura, pré-julgando-a sensacionalista. Taxando-a como um livro que  fora feito para justificar a desistência de alguém em estar em uma denominação qualquer.
Bem,chegou o inverno.
Com ele alguns problemas de saúde que eu julgava superados e uma nova oportunidade no meu trabalho.Ambas as situações me tomaram tanto que me vi um inverno inteiro sem poder ir para a Igreja e à congregação.
Em meio a tantas dores de cabeça e ao cansaço senti muita falta dos pastores, dos amigos-irmãos, das pregações.
Mas continuava limitada.

Em algum momento bateu uma angústia, uma necessidade imensa de ter Deus mais perto de mim.
A curiosidade bateu e eu resolvi ler o livro.
É bem interessante,confesso.
Me fez primeiro refletir que preciso, diariamente, parar de olhar para uma pessoa, para uma situação ou mesmo para um livro e julgá-lo apenas no momento inicial.
Ou seja, comecei bem. Reaprendi a máxima bíblica "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça" (João 7:24).
Nesse período fui julgada.
Alguém me taxou por estar nas trevas porque não ia mais aos cultos.
Inicialmente aquelas palavras me entristeceram.
Mas depois, fizeram-me refletir.
Parei para analisar minha vida ponto a ponto.
Observei como anda meu relacionamento com Deus em todos os pontos da minha vida e, enquanto leio o livro percebi que não vinha pondo minha confiança plenamente em Deus.
Percebi até que Ele sempre é uma pessoa muito presente em minha vida, mas que EU não vinha lhe dando a importância que Ele merece.

Resolvi mudar de atitudes.
Coloquei o meu coração nas mãos do meu Pai.
Às vezes, surgem muitas dificuldades no exercício do meu trabalho. Ao invés de me deixar angustiar e desesperar eu converso com Ele como se houvesse alguém comigo na sala. É sempre uma conversa sem palavras pronunciadas. Por vezes escrevo, outras, conversamos em meus pensamentos.
Peço a Ele sabedoria para agir, para fazer as coisas da melhor forma e, em seguida, ponho a cuca para funcionar - afinal, nosso Pai nos fez pessoas criativas - assim, acabo encontrando uma solução para problemas que venham apresentar-se.
Infelizmente não acerto sempre. E isso me gera imensa frustração e um sentimento de auto-cobrança tão intensos que começo a adoecer.
Aí percebo que minha confiança sai das mãos de Deus e eu começo a querer agir sozinha, a querer fazer as coisas do meu jeito e tudo tende a piorar e me prejudicar ainda mais; às vezes atinge outras pessoas.

Preciso e tenho aprendido a confiar mais em Deus.
Tenho um medo imenso dos dias futuros.
Tenho medo imenso das coisas no meu trabalho não darem certo.
Tenho medo de não realizar meus projetos pessoais.
Tenho medo de não conseguir aprovação em tudo o que eu faço.
Bem... esse medo se tornou um veneno para a minha alma.
Esse medo é o que me afasta de Deus.

Confiança é, segundo o dicionário Michaelis e conforme o assunto tratado, "1 Ação de confiar. 2 Segurança íntima com que se procede. 3 Crédito, fé. 5 Segurança e bom conceito. 6 Esperança firme. 7 Familiaridade.De confiança, com que se pode contar em qualquer situação.Com confiança:cheio de confiança.

Quero exercer a ação de confiar, ter essa segurança extrema no meu íntimo, creditar a Deus minha própria vida sem ser acometida pela insegurança ou pela dúvida; quero estar segura e ter minha esperança firme, ainda que, de um momento para o outro minha vida vire de pernas para o ar, ou seja, em quaisquer situações.

Quero me levantar pela manhã com a certeza de que Deus está comigo.
Ainda ao escrever esse texto me sinto temerosa, insegura.
MAS EU QUERO CONFIAR EM VOCÊ, PAI!
Quero não ter medo das coisas que eu listei acima, estar sempre certa da sua providência! Mas sei também que isso será um exercício diário, lento, gradual e, muitas vezes, permeado de sofrimento.
Disso eu também tenho medo: De sofrer durante esse processo.
Eu não lido muito bem com isso. Você sabe,Pai.

Mas, se para aprender a viver com Você eu preciso mergulhar nesse rio, começo desde já.
Sei que, nesse mergulho o processo irá começar com água nos meus calcanhares, depois, lentamente caminharei até que as águas cheguem aos meus joelhos e, quando eu estiver desapercebida, estarei completamente mergulhada em Ti. (Referência ao livro de Ezequiel, capítulo 3).

Tenho ido beeem devagar.
Você sabe,Pai... Sou medrosa mesmo!
Mas venho experimentando viver com Você um novo modelo de relacionamento.
Estou tentando parar de Te ver como um ser, mas sim como uma pessoa. uma pessoa maravilhosa, bem próxima - não distante, como sempre nos fazem crer - e que, estando ao meu lado, quer apenas me fazer o bem, até nos momentos difíceis.

Aprendi - ou melhor dizendo - reaprendi, na leitura do livro e da Bíblia que até nas nossas dificuldades e tragédias pessoais Você está presente.
O problema é que nós geralmente não Te incluímos de fato nas nossas vidas a ponto de confiar nas Tua ação transformadora.

Agora vejo como verdadeira a máxima que diz: "Há males que vem para o bem".
Não estou numa fase de tragédias, mas de insegurança.
É agora que eu preciso aprender a confiar em Ti!
Nesse momento, não me vejo em trevas, conforme a crítica que me fora dirigida.
Mas num momento mais que especial!
Eu infelizmente não tenho estado com os meus irmãos de fé religiosa. Mas tenho certeza plena de que não estou longe de nosso Pai!
E isso tem alegrado muito o meu coração!
RA-VI-LHO-SO comigo!
Minha vida em sido de constante troca de aprendizados e lições de vida e isso vem fortalecendo minha fé.

Agora, compreendo de fato a expressão que diz: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11:6).

A FÉ e a CONFIANÇA são uma só coisa!
São a base para a vivência de um relacionamento.
Além destes, há também o AMOR.
Aliás, amor a ti, Pai, não me falta! E é por isso que eu prossigo na esperança de viver feliz CONTIGO. É por isso  que eu não desisto e continuo a tentar.

Logo, confirmam-se minhas reflexões na passagem bíblica onde o apóstolo Paulo manifesta aos irmãos que se juntavam na cidade de Corinto: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." (I Epístola de Paulo dirigida aos Coríntios, capítulo 13: 13).

Saiba, querido Leitor e querido Pai, que tudo o que eu quero nesse exato momento é VIVER MINHA VIDA AMANDO A DEUS, CONFIANDO NELE, SEM TER MEDO, das pessoas, do que elas vão pensar, fazer contra mim, se vão aprovar as coisas que faço ou penso, como irei me sustentar, pagar minhas contas.

Quero viver ligada a Ti, Pai. Apenas isso.
Amo Vocês, irmãos-amigos-familiares.
Deus e Vocês são a minha alegria e coroa.
Desejo a mesma experiência enriquecedora a Vocês.
Logo, logo (assim que nosso clima der uma esquentada...rs) voltarei a vê-los nas reuniões na congregação! Isso se Papai assim o quiser (acho que quer).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sobre a questão de errar

Puxa...esse vai ser mesmo um momento de conversa.
Conversa contigo,Pai.Coisa que acho importante,mas nem sempre faço.
Acho que vou partir pro diálogo escrito. É mais pessoal e mais fácil; mais direto e pensado.
Bem, vamos lá!

Sabe,Pai,tenho um defeito que considero grave:Não gosto,não aceito,não considero em mim a possibilidade de errar.
Isso tem sido um problema.
Quaisquer erros meus me arrasam,me derrubam,me afrontam.
Me causam pavor,me fazem adoecer e padecer.
E isso me faz mal.

Não me perdoo com a mesma facilidade com a qual procuro compreender e perdoar os outros.
Meu nível de cobrança pessoal é sempre extremo e passo o tempo lutando contra isso,mas o sistema de mundo em que vivo parece ser igual.

Isso está me fazendo repensar o modo como trato a mim mesma,aos meus familiares,aos meus amigos,aos meus colegas de trabalho.É...penso que é sempre tempo de tentar mudar.

Sabe,Pai,isso até me fez rever coisas como a questão de como o erro é trabalhado na escola.
Quando a gente erra não quer que ninguém veja ou saiba.Muitos menos exponha.
Nossa tendência é sempre se esconder da verdade por medo,por culpa.
Esses são sentimentos escravizantes que só impedem as pessoas de seguirem em frente e crescerem!
Quando alguém mostra onde estamos errando,dependendo de como o fazem,fazem com que a gente tenha medo,pavor,angústia e expectativas equivocadas para os dias futuros.
Mas quando alguém sabe como falar,mesmo estando cheios de vergonha, a gente se sente impelido a querer mudar.Não a se esconder.

Pai, eu não estou defendendo que se leve uma vida leviana,sem respeito pelos outros que vivem à nossa volta.
Pelo contrário.Acho - acho não - , penso que devemos mesmo aprender com cada um dos passos que damos todos os dias.
Mas o erro deveria ser sempre uma oportunidade de ensinamentos feitos com base no AMOR.Não no medo.

Sem amor não se consegue ensinar.
Somente o Teu amor me ensina.Me ensina a me olhar e ver minhas imperfeições,ver que há coisas para serem mudadas,mas que nada deve ser feito sem que seja natural e gradativamente, tudo com amor.

Hoje me envergonho de mim quando erro.Amanhã espero poder cuidar de mim de outro jeito.

Preciso muito de Sua ajuda para viver um dia de cada vez.

Isso porque "o mal que eu não quero fazer...esse eu faço e, o bem que quero fazer...esse eu não faço" (Apóstolo Paulo, escrevendo uma epístola aos irmãos em Roma. Capítulo 7, versículo 19).

Obrigada,Paizão, pelo tempo em que Você esteve aqui comigo a ler o que penso e me "ouvir".

Amo Você.