quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O que vai na mente...

Há dias em que nós precisamos desabafar, externar o que vai na mente, porque cresceu tanto a ponto de entender friamente que o coração só serve para bombear sangue ao corpo e que é a bendita da mente que deve estar no centro da nossa vida.

Meu desabafar é escrito.
A letra, as teclas, o lápis e a pena me são melhores companheiros nas meditações sobre vida que a oralidade, o falar.

Há tempos que nesse falar me vejo mergulhada no espírito dos bucolicos poetas do Romantismo: Em busca do amor, imersa na melancolia, mas mostrando ao mundo uma incrível vontade de continuar a viver.

É paradoxal e contraditório, eu sei!
Mas a busca, ou ainda a espera por alguém que me desperte a saudade, a alegria, a ansiedade, o desejo do encontro diário andam me parecendo tão distante quanto praticamente impossível.

Há manhãs e não poucas noites nas quais o sorver de lágrimas quentes pela face são tão companheiros quanto a desesperança.

Embora está tristeza seja parceira constante, há também dentro de mim, numa batalha ferrenha por existir, uma pequenina esperança.

Uma esperança de que alguém, em algum momento, vai me amar e me fazer sentir de novo as alegrias de sentir tal amor!

Alguém que vai me fazer superar a dor, meus preconceitos, me ensinar a quebrar paradigmas.

Nem toda a métrica dos poetas foi e penso que nem será capaz de mensurar o quanto a existência solitária é dolorida.

Nem todos os conselhos de "seja feliz sozinha" são capazes de curar de fato esse vazio!

Não fomos feitos para a solidão!
Afinal, somos ser s sociais!
O isolamento mata aos poucos, desanima, às vezes paralisa.

Mas a gente não pode se deixar estagnar. Precisamos seguir em frente e crescer, amadurecer.
E é em meio a dor e aí sofrimento que isso acontece.

Então abraço a minha dor e tento me acostumar a ela, até que o dia da alegria finalmente venha ao meu encontro.

Até lá, ainda me vestirei por dentro de dor e, por fora, de acolhimento e riso. De serviço e escuta a dor dos outros.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Sobre saudade...

Há poucos dias ouvi, ou melhor, recebi mensagens de pessoas que diziam estar com saudades de mim.
Estranhei.
E por quê?
Porque uma não me procurava há 1 ano e 8 meses e outra, há 2 meses.
Só me procuraram porque tinham interesses.

Não resisti e as questionei sobre o que elas entendiam por... Saudade.
A resposta foram risos.
Um, cínico. Outro, como quem põe no outro a culpa da sua inércia.

Fato é que quando questionei também passei a me questionar.

Passo dias vivendo o tumulto dos dias de trabalho que normalmente não reflito sobre coisas relevantes e boas da vida.
Encontrei pela rede a seguinte definição:

Sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas.

Pois bem...

Algumas coisas me fizeram pensar, refletir, ponderar, considerar até que eu pudesse escrever minhas conjecturas.

Saudade, as que sinto, são emoções inicialmente calmas, notívagas.
São de pessoas, momentos, situações, canções que vieram, mas já se foram.

É a falta daquele colo, daquele toque, daquela palavra.
De um riso, de um conselho, de uma bronca.

Uns, já partiram para os braços da eternidade.
Outros, viajaram, mudaram, partiram.
Eu viajei.
Eu parti.
Eu mudei.

Às vezes sinto saudade até de mim!

Sinto saudade de um eu que ficou lá atrás.

Mas o que sinto não me prende mais ao passado!

Sinto novas vontades!
Vontade de aprender mais sobre mim, me conhecer, entender até onde posso e consigo chegar.
A hora de ir, de parar, de desacelerar, de estacionar, de recomeçar.

Sinto vontade de avançar na minha própria existência e me recriar a cada dia!

Sou fragmento.
Sou parte.
Sou constantemente descoberta!

Sou a nova música que ouço.
O novo curso que faço.
Sou a pausa que consigo fazer para escrever este texto.

Sou a mulher que se lança aos escritos porque ama se expressar.

Amo expressar-me deliciosamente pelo que externo, porque a palavra é vida, é etérea, é dinâmica!
É permanente, mas mutacional.

A palavra é como nós: simples e complexa.

E eu também sentia saudade de "palavrar".
De ouvir também músicas com sentimento no escuro e no silêncio da casa, ao som do barulhento ventilador, no escuro quebrado apenas pela tela e luminária do computador e pelo som de Liniker, que acabo de conhecer e que me embala, emociona e acalenta enquanto teclo.

Fazia tempo que não fazia isso!

Eu senti... saudade.



sexta-feira, 16 de agosto de 2019

GESTÃO DE TEMPO NA VIDA CRISTÃ


PENSE NISSO!
Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus,
e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos,
serás salvo.