domingo, 29 de novembro de 2020

Poemar-se... 03: Lágrima

Lágrima que rola
Salga a face
Alivia a alma
É grito que se esvai
É liberar do espírito o peso que na mente vai.

Lágrima que cai
É dor que deixa de ser reprimida
É expiro exprimido
É humanidade refeita
A certeza de que não se está insensível ao mundo.

Quando a lágrima cai
A dor se vai

Poemar-se... 02: Porque comecei a poemar

Comecei a escrever poemas

Tudo para ver se o ódio e a mágoa passam

Tristeza e solidão
De mim se apoderaram

Mas não liguei

Poemar-se, poemar a mim mesma
Foi a saída que encontrei para soltar o grito ao mundo
Para nele encontrar lugar
Para deafazer-me do mal amar

Na letra achei refúgio
No digitar, o alento
No grafite, alívio
No bucólico, a paz.

Poemar-se... 01: Das mágoas da alma

Pensamentos lúgubres permeiam a mente
Tristes e cruéis pensamentos por ela passam, 
Não como devaneios, mas desenhos

Desejos de ver passar a quel só mal faz
Desejos de ver findar-se o fio de vida de quem só sabe manipular
Desejos de ver finado àquele que, aproveitador, suga a vida do outro como bem lhe apraz

Decerto que o vampiro em nada fará falta
Decerto que o algoz jamais será lamentado
Certo é que seu fim é mais que desejado

Que se vá
Que vá com todas as suas mazelas e maldades sobre si
Que tenha em vida (e na pós vida!) A recompensa de seu caráter 

Que se vá!
E logo
E nunca mais sequer sua memória retorne
Porque estes a ninguém farão falta.

Que se vá
Pois de tão odiado
Desprezado
Ninguém mais o suporta

Então, maléfica criatura
Vá.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Sobre a toxicidade que muitas vezes entra em nossas vidas...

Existem épocas na vida da gente em que a gente precisa se olhar como a um espelho.
Por quê?
Porque ficamos tóxicos.

Entramos nas vidas das pessoas e saímos olhando tudo das vidas delas: a casa, a decoração, os relacionamentos amorosos, afetivos, familiares, as amizades.
Então, de repente, queremos as mesmas coisas.

Nossa família não nos serve.
Nossos amigos precisam ser renovados.
Aquela casa é mais bonita e queremos uma igual (ou superior!).
Ou seja, a grama do vizinho é mais verde.

Entramos no espírito de reclamar de tudo que nos diz respeito!

Depois, percebendo que não teremos jamais algo igual, passamos a desfazer, diminuir, denegrir ou mesmo furar o olho do semelhante naquele pensamento: se eu não tiver, ninguém vai ter também!

E, em nome de uma falsa prosperidade, uma falsa alegria, um pseudo sucesso a gente mostra na rede uma imagem que não corresponde ao que de fato vivemos.
Gastamos o que não podemos só para não nos sentirmos "menores", não ficarmos "por baixo", não nos sentirmos "menos".

Alguns de nós chegam até a passar por cima dos que antes nós eram caros e queridos só para vermos nosso prazer satisfeito!

Às vezes entramos nessa fase.

E, como eu disse no início do texto, é hora de nós analisarmos como quem vê a si mesmo em um espelho.

Reveja seus passos.
Reveja seus pensamentos.
Reveja suas ações.
Reveja suas falas.
Reveja seus rumos.

Depois de rever a si mesmo, reflita:
- Quais são os valores que dirigem a minha vida?
- Existe ética em cada um deles? Existe respeito e amor a mim mesmo? E amei próximo?
- Será que não há cor também no meu gramado? Será mesmo que tudo na minha vida é cinza e feio?

Se suas respostas não contiverem ética, amor próprio, amor ao próximo, respeito e reciprocidade, é hora de rever suas decisões, suas escolhas de vida.

Caso contrário, tendemos a seguir em uma jornada solitária no futuro.

Pense nisso.