terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

2 - O medo de não ser amado (continuação de Os medos contemporâneos do professor)

"O amor é um sentimento vital e todo mundo tem medo de não ser amado."

É assim que Gabriel Chalita inicia o tópico que estou apresentando resumidamente.

Ele coloca que é muito comum que eventualmente um aluno demonstre desinteresse pela aula, mas que isso, porém, não deve ser visto como um problema.

Ele nos lembra que vivemos em um mundo em que a velocidade das informações tem destruído a capacidade de concentração e que, por uma série de razões ele pode estar distante, como cansaço, tristeza, medo das avaliações, por ter uma família problemática ou ter sido abandonado (de muitas e diferentes formas).

É PRECISO QUE NÓS, PROFESSORES, COMPREENDAMOS QUE NEM SEMPRE O DESINTERESSE ESTÁ LIGADO À NOSSA IMAGEM.

O ser amado se torna um desafio para o professor e isso faz com que ele/ela perca tempo com conselhos intermináveis sobre atenção que o aluno deve ter em sala de aula.

Ora, isso torna a relação insuportável!

Ele fecha o tópico colocando o seguinte:

"O amor não se impõe, conquista-se. E todo professor, mesmo que não consiga admitir, sonha em ser amado pelos seus alunos." 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Os medos contemporâneos do professor (e não só dele) - Resenha

Olá!

Estava eu degustando dentre meus velhos e queridos livros um que me fora presenteados por uma aluna.

O livro, de Gabriel Chalita, chama-se "Semeadores de esperança - Uma reflexão sobre a importância do professor."

Ele é um livro diferente e foi o primeiro que consegui ler em ordem aleatória, começando pelo capítulo V, sem que houvesse prejuízo aos demais textos.

Comecei pelo capítulo citado porque o tema medo me atrai.
Isso porque, como todo mundo, eu tenho os meus e, enquanto docente, não deixo de ter muitos.

Por essa razão eu, que já li e reli esse capítulo muitas vezes resolvi partilhar com vocês coisas que penso que são relevantes a nós, professores, educadores, docentes, ou como queira chamar.

Vamos saber mais?

Inicialmente, Chalita coloca um fato inerente à existência humana: Os medos fazem parte da vida. E mais: Não existe possibilidade de viver sem medo.

Nós, professores, não somos diferentes.
Nós também temos medos, e muitos!
Eis alguns deles:

1 - O medo do FRACASSO

Ninguém quer se sentir fracassado. Muitos almejam demonstrar uma posição exagerada de sucesso, falam muito de si mesmos, de suas histórias, conquistas e importância. Isso torna a relação professor-aluno desgastada e gera arrogância em quem fala muito de si mesmo. A arrogância, segundo Chalita, separa as pessoas. Já a humildade aproxima-as.

Ainda hoje, na era do conhecimento e da informação há professores que tem medo que o aluno perceba que ele não domina o conhecimento, o conteúdo. É importante assumirmos que não sabemos de tudo! É importante também nos colocarmos como pesquisadores curiosos e, JUNTO AOS NOSSOS ALUNOS, nos abrirmos aos novos conhecimentos e fatos.

Muitos alunos parecem ter particular prazer em fazer isso e tentar irritar o professor, buscando demonstrar que sabem tudo que o educador não sabe tudo o que acha que sabe. Chalita coloca que o desafio dele é DESTRUIR A AUTORIDADE DO PROFESSOR e que se trata de um joguinho.
Cabe ao professor ter discernimento para distinguir sabiamente as intenções do educando, descartar o que não é relevante e priorizar naquele momento o que de fato o é.

2 - O medo de não ser amado (Continuo na próxima oportunidade).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Cada dia é uma oportunidade única para memorizar.

Sabem, me pego muitas vezes olhando para os outros, para as situações e para mim mesma naqueles momento como se aquele fosse um momento de despedida.

Refletindo sobre isso percebi que é isso mesmo: estamos constantemente a nos despedir de algo, de alguém, de alguma circunstância, de sonhos -- realizados ou não -- de momentos.

Por essa razão vivo intensamente a observação do momento, desfruto muito da companhia das pessoas e experimento a ocasião a conta gota: porque sei que a qualquer momento alguém partirá, algo mudará, a situação se encerrará.

Por essa razão aconselho-te que te lembres de que tens apenas uma vida para viver.
Viva a vida bem, intensamente e com responsabilidade por si e pelos outros.
Porque hora dessa, puuuuft... tudo se caba e ao pó retorna.

Viva bem sua Família, seus círculos de amigos, aqueles que de fato valem a pena; os amores, suas emoções.
Seja sempre honesto e fiel consigo mesmo, pois tudo nessa existência é passageiro, efêmero, rápido.

Faça de sua passagem pela vida um belíssimo presente a si e a mundo, deixando-lhes um  belíssimo legado.

Bons sonhos.