sábado, 8 de dezembro de 2018

Sem sentido

Hoje eu me dei conta de que sou desimportante.
Ninguém se importa comigo.
Não.
Não é coitadismo. Mas fato.
Ninguém se importa em saber como eu estou e em me ouvir de fato, de maneira acolhedora como faço eu a quem precisar de mim.
Percebi que se hoje o meu ciclo de vida se encerrar, farei falta apenas a minha amada mãe, parceira e amiga de todas as horas.

Se hoje minha vida se abreviar não haverão amigos para por mim chorar, pois os reais estão muito distantes.

Aqueles amigos a quem amei como irmãos simplesmente me esqueceram ao longo de sua jornada.
Casaram-se, mas acharam que eu não deveria fazer parte de sua alegria.
Prosseguiram. E me deixaram para trás.

Quem achei que me amava, deixou-me.
E mais uma vez fiquei para trás.

Sinceramente, se eu me for, tristemente concluo que a ninguém farei falta e isso me enche o coração de pesar.

Nunca fui expansiva, de grupinhos.
Fui sempre a quietinha, a "nerd", " na minha".
E o que ser assim me trouxe de bom?
Nada.
Apenas a solidão.

Nem o sangue do meu sangue se preocupa comigo.

Então, que sentido há numa existência solitária, sem amor, sem a alegrias da parceria, da amizade, dos risos?

Que sentido há?

E a vida...

Enfim... Lá se foram 6 anos.

Pode parecer pra vocês, mas pra mim, a vida apenas... Seguiu.

Sonhei novos sonhos que... não evoluíram.

O que nunca imaginei... Aconteceu.

Parte de mim fica tão feliz e contente quando vê alguém que quero bem se tornando mãe, ultrapassando o 3.° ano de casamento, vivendo o sonho de uma família.

Mas há uma outra parte de mim que todas as vezes que vê isso desata a chorar.

É porque nesse quesito minha vida parou, morreu, estacionou e não evoluiu a tal ponto que passo a pensar  que isso não é para mim.

A dor é tamanha que é impossível descrevê-la!

É mais que uma dor física. É literalmente uma dor na alma.
É como se eu não merecesse ter.
Não há frase positiva que console, b material que substitua ou supra, conquista profissional que sane essa dor.
São tantos sentimentos misturados que não é possível descrever. Apenas sentir.

Há um querer desistir, com uma desesperança, com um misto de revolta, mágoa, injustiça.

Ao mesmo tempo uma raiva porque não quero nunca mais me vitimizar.
A revolta porque nada se desenrola, acontece.
Apenas dor e, em certo ponto, vergonha.
Sim. Isso mesmo: vergonha.

Não saberia descrever, mas saberia dizer que essa vergonha me leva a me afastar de ver qualquer coisa sobre alguém que vai ser mãe. Isso porque ando achando que pra mim isso não vai acontecer mais.

Exagero?
Talvez.
Mas é exatamente como me sinto. E nada mais.
Expressar minhas dores é sinal de fraqueza? Sim. É. Mas é na fraqueza que eu sei que sou uma pessoa melhor.
Isso porque ela me permite ser inteira, sincera, franca, sem máscara.
É na minha pequenez que eu me sinto desnudada, exposta, e sem medo.
Porque eu não tenho medo de mostrar quem eu sou.
Mas tenho medo de nunca ter aquilo com o qual eu sonho.

E, se isso acontecer mesmo, o que eu faço com o que restou?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Melindre

Amo começar um texto, uma pesquisa, conhecer algo a fundo iniciando a pesquisa no bom, velho e esclarecedor dicionário.

Pois é... O conceito que eu venho observando a minha volta na sociedade atual reside nessa palavrinha aí no título: melindre.

Melindre é um pudor, um escrúpulo.
Se melindrar é se ofender com facilidade, ser sentir mortalmente ferido por algo, alguém, uma palavra mal colocada, algo que vá contra nossos princípios, nossos conceitos, nosso amor-próprio.

Passada a campanha político-partidaria, alguns aninhos de convivência com o mais diversificado grupo de pessoas me vejo afirmando que vivemos em uma sociedade de gente... MELINDROSA.

Tudo com o qual as pessoas não concordam - mesmo sendo injusto, desonesto, sujo, mesquinho, babaca, sem base, fruto de fofocas, de achismos, sem ser pautado numa investigação sobre a verdade - vira motivo para ofensa.

Observem a internet!

Tudo que se fala hoje em dia é motivo para mimimi (reclamações chatas pra caraca sobre coisas muito pequenas)!

Somos hoje uma sociedade que não aceita OUVIR BONS CONSELHOS, isso porque nós consideramos auto suficientes pra c******!

Não aceitamos ouvir uma repreensão! Talvez porque sejamos perfeito demais, não é?

Tomamos dores por pessoas que a gente nem sabe que não vale o sacrifício!
Mas é porque somos oniscientes demais!!!

Uma brincadeira...siiiim... Uma brincadeira ofende... Porque somos SANTOS demais; POLITICAMENTE CORRETOS demais; PERFEITOS demais!

Poucas são as pessoas que

Sabem ouvir;
Sabem receber uma repreensão;
Sabem receber uma orientação;
Param para refletir sobre os conselhos dados;
Sabem brincar sem ofender;
Saber receber uma brincadeira;
Saber se perceber;
Saber reconhecer quando é hora de rever nossa trajetória e mudar os percursos.

Tem-nos faltado savoir-faire, ou seja, regras de bem viver.

Ouso dizer que nos falta aqui, nas redes sociais, em casa, nos ambientes de trabalho, nas relações humanas.

Ao afirmar isso tudo, entendam que de tudo o que vi fiz extrema questão de observar também em mim.

Afinal, tenho evitado emitir juízos de valor sobre o outro.
Mas tenho observado, analisado e construído minhas próprias conjecturas e, nelas, realizo uma introspecção profunda para ver se o que eu vejo no outro não é senão uma imagem refletida de mim mesma; uma projeção do que na verdade eu possa estar sendo.

Isso me tem permitido o prazer de tentar coexistir com comedimento.

Ser comedida faz parte de quem quero ser.
Um hábito nada fácil, nunca constante, sempre necessário.

Não posso aqui esperar que os demais sejam como eu, porque certamente terei tais expectativas frustradas.

O que posso afirmar é que lidar com gente melindrosa é chato, cansativo, aborrecedor, desgastante!

É como lidar com crianças mimadas, chatas, a quem faltaram na infância uns nãos, limites, uns castigos, umas boas palmadas para que entendam que o mundo não gira ao redor delas e nada será do jeito que elas querem.

Lidar com adultos infantilizados em suas vontades é um pé no saco!

Lidar com os seres humanos, em sua diversidade é um desafio imensurável.

Mais do que nunca, nesse contexto, nos é necessário mobilizar nossas competências sócio-emocionais de maneira a preservarmos nossa saúde mental.

Nós é imprescindível trabalharmos para preservarmos nossa saúde emocional, tomando as posturas indicadas pela ética e pela moral.

Façamos o que é certo, ainda que toda a sociedade esteja no caminho contrário!

Nadar contra a maré nem sempre é fácil, mas ainda é melhor do que nos deixarmos levar como dejetos na correnteza.

Não compremos para nós ofensas que muitas vezes não existem! Coisas que não nos dizem respeito, que não foram conosco!
Tem coisas que não são nossas!
Em muitas circunstâncias, quando eu compro a ofensa de algumas pessoas eu estou impedindo o outro de tomar uma sacudida da vida e aprender com as próprias ações! Estou mimando meu semelhante!

Não.
Não tome para si algo que não te pertence.
Higienize-se!
Limpe sua mente de que tudo que não é seu.
Renove-se!
Reinvente-se.

E não seja uma mulher nem um homem de melindres.

Se fores, saiba de antemão que és apenas mais um maldito chato que muita gente irá tolerar enquanto puder!

Dispa-se da infância mental e cresça, pois, embora seja muitas vezes difícil e doloroso, ainda é o melhor a fazer.

Até o próximo texto.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Voce é quem você escolheu?

Enfim… dia de reflexão…

Você é quem você quis ser?
Você está onde você quer?
Você realizou suas metas, seus planos, seus sonhos?

As pessoas têm muitas expectativas em nós, embora a gente venha aprendendo a não esperar muito de ninguém.

Mas o que você quer pra si mesmo?
O que você realizou daqueles antigos planos?

O tempo de os realizar não é 1.° de janeiro.

O tempo das realizações se chama HOJE!
O tempo das decisões chama-se AGORA!

Eles dependem mais de você do que de mim.

Os que te amam depositaram sonhos e esperanças em você e só você é responsável por sua própria felicidade!

Eles não o querem onde você está hoje, mas além!
Eles querem ver você realizando tudo, absolutamente TUDO que você pensou, ainda que quebre a cara, se decepcione, demore a realizar.

Então vá!
Sonhe.
Planeje.
Aja.
Execute.
Realize.

Porque o maior culpado por seu sucesso é VOCÊ.
E o maior culpado do seu fracasso… é VOCÊ também.

O que você escolhe pra si hoje?

Pense nisso.

Vanessa Almeida.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Saudades...

Minha vida sempre foi pautada em letras de músicas.

Hoje, num barzinho perto de casa as músicas só me movem em direção a saudade.

Saudades de tudo de bom que eu já vivi e que já não existe mais.

Não!
Não pense que estou deprê com isso, pois eu não estou!

Só estou...saudosista...

São canções que mexem com o subjetivo, com a imaginação...
São imagens mentais, projeções, risos, prazeres, alegrias que tiveram uma letra para cada...

Sou transposta a sensações boas às batidas do violão e, mesmo saudosa me sinto viva!

Vontade de sair dançando e me ver envolta ao riso mais aberto possível...

É porque sou intensa.

Sou muito e sou muito em tudo!

Tanto que não foi o restrita a uma única canção, mas todo um cancioneiro!
Não a uma letra, mas a discografias várias!

E, no final, assim somos todos: envoltos em sentimentos, letras, canções e... Saudades.