Enfim... Lá se foram 6 anos.
Pode parecer pra vocês, mas pra mim, a vida apenas... Seguiu.
Sonhei novos sonhos que... não evoluíram.
O que nunca imaginei... Aconteceu.
Parte de mim fica tão feliz e contente quando vê alguém que quero bem se tornando mãe, ultrapassando o 3.° ano de casamento, vivendo o sonho de uma família.
Mas há uma outra parte de mim que todas as vezes que vê isso desata a chorar.
É porque nesse quesito minha vida parou, morreu, estacionou e não evoluiu a tal ponto que passo a pensar que isso não é para mim.
A dor é tamanha que é impossível descrevê-la!
É mais que uma dor física. É literalmente uma dor na alma.
É como se eu não merecesse ter.
Não há frase positiva que console, b material que substitua ou supra, conquista profissional que sane essa dor.
São tantos sentimentos misturados que não é possível descrever. Apenas sentir.
Há um querer desistir, com uma desesperança, com um misto de revolta, mágoa, injustiça.
Ao mesmo tempo uma raiva porque não quero nunca mais me vitimizar.
A revolta porque nada se desenrola, acontece.
Apenas dor e, em certo ponto, vergonha.
Sim. Isso mesmo: vergonha.
Não saberia descrever, mas saberia dizer que essa vergonha me leva a me afastar de ver qualquer coisa sobre alguém que vai ser mãe. Isso porque ando achando que pra mim isso não vai acontecer mais.
Exagero?
Talvez.
Mas é exatamente como me sinto. E nada mais.
Expressar minhas dores é sinal de fraqueza? Sim. É. Mas é na fraqueza que eu sei que sou uma pessoa melhor.
Isso porque ela me permite ser inteira, sincera, franca, sem máscara.
É na minha pequenez que eu me sinto desnudada, exposta, e sem medo.
Porque eu não tenho medo de mostrar quem eu sou.
Mas tenho medo de nunca ter aquilo com o qual eu sonho.
E, se isso acontecer mesmo, o que eu faço com o que restou?
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