sábado, 8 de dezembro de 2018

Sem sentido

Hoje eu me dei conta de que sou desimportante.
Ninguém se importa comigo.
Não.
Não é coitadismo. Mas fato.
Ninguém se importa em saber como eu estou e em me ouvir de fato, de maneira acolhedora como faço eu a quem precisar de mim.
Percebi que se hoje o meu ciclo de vida se encerrar, farei falta apenas a minha amada mãe, parceira e amiga de todas as horas.

Se hoje minha vida se abreviar não haverão amigos para por mim chorar, pois os reais estão muito distantes.

Aqueles amigos a quem amei como irmãos simplesmente me esqueceram ao longo de sua jornada.
Casaram-se, mas acharam que eu não deveria fazer parte de sua alegria.
Prosseguiram. E me deixaram para trás.

Quem achei que me amava, deixou-me.
E mais uma vez fiquei para trás.

Sinceramente, se eu me for, tristemente concluo que a ninguém farei falta e isso me enche o coração de pesar.

Nunca fui expansiva, de grupinhos.
Fui sempre a quietinha, a "nerd", " na minha".
E o que ser assim me trouxe de bom?
Nada.
Apenas a solidão.

Nem o sangue do meu sangue se preocupa comigo.

Então, que sentido há numa existência solitária, sem amor, sem a alegrias da parceria, da amizade, dos risos?

Que sentido há?

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