Existem épocas na vida da gente em que a gente precisa se olhar como a um espelho.
Por quê?
Porque ficamos tóxicos.
Entramos nas vidas das pessoas e saímos olhando tudo das vidas delas: a casa, a decoração, os relacionamentos amorosos, afetivos, familiares, as amizades.
Então, de repente, queremos as mesmas coisas.
Nossa família não nos serve.
Nossos amigos precisam ser renovados.
Aquela casa é mais bonita e queremos uma igual (ou superior!).
Ou seja, a grama do vizinho é mais verde.
Entramos no espírito de reclamar de tudo que nos diz respeito!
Depois, percebendo que não teremos jamais algo igual, passamos a desfazer, diminuir, denegrir ou mesmo furar o olho do semelhante naquele pensamento: se eu não tiver, ninguém vai ter também!
E, em nome de uma falsa prosperidade, uma falsa alegria, um pseudo sucesso a gente mostra na rede uma imagem que não corresponde ao que de fato vivemos.
Gastamos o que não podemos só para não nos sentirmos "menores", não ficarmos "por baixo", não nos sentirmos "menos".
Alguns de nós chegam até a passar por cima dos que antes nós eram caros e queridos só para vermos nosso prazer satisfeito!
Às vezes entramos nessa fase.
E, como eu disse no início do texto, é hora de nós analisarmos como quem vê a si mesmo em um espelho.
Reveja seus passos.
Reveja seus pensamentos.
Reveja suas ações.
Reveja suas falas.
Reveja seus rumos.
Depois de rever a si mesmo, reflita:
- Quais são os valores que dirigem a minha vida?
- Existe ética em cada um deles? Existe respeito e amor a mim mesmo? E amei próximo?
- Será que não há cor também no meu gramado? Será mesmo que tudo na minha vida é cinza e feio?
Se suas respostas não contiverem ética, amor próprio, amor ao próximo, respeito e reciprocidade, é hora de rever suas decisões, suas escolhas de vida.
Caso contrário, tendemos a seguir em uma jornada solitária no futuro.
Pense nisso.