sábado, 6 de junho de 2020

Chega um tempo

Chega um tempo que a gente não sente mais falta de algumas coisas, algumas pessoas.

Elas fizeram tanta questão de não nos ter nas vidas delas que a gente se acostumou a isso.

Chega um tempo em que a gente tem certeza do que não quer.
E tasca o foda-se pra quem tenta tirar nossa paz.

Chega um tempo em que você se questiona e se pergunta: - Eu preciso mesmo disso?
Constata que não e toca a vida pra frente.

Chega um tempo em que ser ou ter migalhas não satisfazem.
Ou é tudo ou não é nada!

Chega um tempo em que a gente diz pra si mesma: - Eu mereço mais!
E merece mesmo!
E por isso, meios termos, furtividades, nhe nhe nhens não cabem mais na nossa bagagem de vida!

Chega um tempo em que você diz: 
- Cabô.
Mas é um acabou tão calmo e sereno que você se sente estranha por ter sido tão simples e calmo.

Cabô porque por trás de tantas coisinhas e mentirinhas você entendeu que nessa você não caia mais.

Onde não te couber, não permaneça.

Como diria Iandê Albuquerque, "Onde não houver reciprocidade, não te demores".

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