Para quem trabalhava em ocupações estabilizadas, para quem trabalhava em funções autônomas, em empresas privadas, de micro, médio, grande porte, enfim... Mas não é sobre questões financeiras ou ocupacionais que estou a me indagar.
Questiono-me sobre quem era eu e quem serei depois que tudo isto passar.
Crises de ansiedade me asombraram durante quase todo esse período.
O pensamento de que não iria dar conta de tudo foi uma constante e recorrente memória que literalmente tirou o meu sono.
Meu sono foi constantemente invadido por questões que nunca acontecerão e em uma velocidade tamanha que todos os dias amanhecia com dores na nuca.
O corpo sentiu.
Nunca sentira tanto as dores da fibromialgia.
Não posso dizer que trabalhei pouco.
Sempre trabalhei muito e esse período não fora diferente.
Não estou reclamando, mas expondo.
Senti média inexplicáveis várias vezes só por ter de ir ao supermercado, a bancos, a farmácias.
Senti muito sono, pois, como disse, os pensamentos estiveram acelerados durante a shoras em que eu deveria dormir.
Mas coisas boas aconteceram!
Os evitados exercícios físicos entraram na rotina, assim como as práticas meditativas.
Procuro olhar mais o lado bom das coisas, aproximar-se mais da interiorização.
Tenho procurado ajuda, cuidar mais de mim.
Ainda sigo querendo resolver tudo, concluir tudo, na esperança de que uma hora aquela tarefa, aquela demanda acabe logo.
Mas, enquanto isso não acontece e o isolamento não é encerrado, vou buscando conviver melhor com menos gente presente fisicamente e a valorizar a solitude, coisa que ainda não me adequo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário